Secretaria de Meio Ambiente encontra novas nascentes durante mapeamento dos arroios em São Leopoldo

Nos dias 5 e 7 de agosto, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) realizaram duas expedições de mapeamento de arroios de São Leopoldo. Um na microbacia do arroio Caída do Céu e outro no arroio Daudt, nessa última foram 3 novos cursos d’água mapeados. Nessa etapa, o grupo contou com apoio do departamento de geoprocessamento da Secretaria-Geral de Governo, o que permitiu a identificação dos proprietários de áreas privadas onde passam os cursos d’água e avaliar melhor como será feita a recuperação desses locais.
O chefe de Monitoramento de Áreas Protegidas da Semmam, Darci Zanini, apontou que o mapeamento ocorreu em locais conservadíssimos, com cascatas e água límpida. “No final da rua Ernesto Nazaré, esquina com o final da rua Paulo Uebel entramos em uma Área de Especial Interesse Ambiental (AEIA) e encontramos outras nascentes que formam a sanga original do arroio Daudt. Também mapeamos uma nova nascente na rua Arthur Scheffer e a última nascente encontrada hoje fica na AEIA Santo André”, referenciou.
As jornadas de monitoramento das microbacias são organizadas pelo Grupo de Trabalho do Plano Municipal de Gestão Ambiental (Plangea). Nessa incursão, o grupo conta também com a parceria de integrantes do Fórum dos Arroios e de agentes do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Guarda Civil Municipal (GCM).
Já o titular da Semmam, Anderson Etter, afirma que podemos destacar duas questões. “Uma delas tem relação direta com o objetivo da revisão do do Plano Municipal de Gestão Ambiental (Plangea), no que se refere a atualização do Programa de Preservação Hídrica e das sub-bacias, pois estamos identificando novas nascentes que formam pequenas sangas, que por sua vez, contribuem na formação da microbacia. Outro destaque se refere ao mapeamento de novas Áreas de Preservação Permanente (APPs) de áreas úmidas, as quais poderão ser anexadas às AEIAs existentes na sub-bacia, ou promover a criação de novas AEIAs”, frisou.
Diagnóstico sobre áreas protegidasO objetivo central é revitalizar e preservar estas áreas e incluir as comunidades no entorno na preservação dos corpos hídricos. O propósito de mapear os corpos hídricos é para compor um documento que servirá para vários objetivos como fiscalização, preservação, licenciamento e educação ambiental. Vamos analisar as situações de arroios, banhados, nascentes e olhos d’água. Além disso, queremos aproximar as comunidades dos entornos desses locais para que elas possam ter a compreensão da importância de preservação das áreas úmidas. Posteriormente vamos realizar com os moradores mutirões para plantio de vegetais.

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