Fisioterapia reabilita e pode trazer mais autonomia para a pessoa idosa

Vencer o medo de se movimentar é um dos pontos trabalhados por fisioterapeutas do Hospital Municipal de Novo Hamburgo
 Crédito
 Karina Moraes/FSNH

Envelhecer é um processo que exige uma série de adaptações, como observam as fisioterapeutas Cláudia Kist e Vanessa Paiva. Ambas atuam no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) e, como os demais profissionais de saúde envolvidos no cuidado da população idosa, elas ressaltam a necessidade de uma atenção interdisciplinar, que envolve família e cuidadores, em relação a esse público.

“O envelhecimento é um processo que se dá de forma prolongada”, analisa a fisioterapeuta Vanessa. Ela explica que os idosos costumam apresentar alterações no organismo de maneira gradual, como as metabólicas, incluindo fraqueza muscular aliada a enfraquecimento da densidade óssea. “As mudanças sentidas envolvem ainda o sistema nervoso, como perda de memória e de equilíbrio”, acrescenta. “Em algum momento, virão a necessitar de apoio multidisciplinar em saúde.”

O envelhecimento ativo, termo adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e ressaltado pelas profissionais, tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa. Na busca por bem-estar integral, o conceito engloba saúde, interação social e segurança. A combinação desses três pilares visa a reduzir fatores de risco nessa fase da vida.

De acordo com Cláudia, além de diminuir dores, a sua especialidade científica em saúde aplicada contribui no processo de autonomia ao se buscar melhor coordenação e, ao mesmo tempo, a autoconfiança. Além do mais, a fisioterapia geriátrica se mostra necessária para a recuperação de traumas físicos, o que faz toda a diferença no processo de reabilitação, contribuindo para o fortalecimento do corpo em conjunto com a mente.

“Quando se tratam de pacientes idosos hospitalizados por motivos de quedas e consequentes fraturas de membros, nós trabalhamos de forma globalizada”, destaca Cláudia. “A gente procura envolver a família do paciente nesse processo, por meio de conversas, porque essa pessoa idosa ao voltar para casa precisa de adaptações nos cômodos de sua moradia e, ainda, vencer o temor de se movimentar.” O medo é uma reação natural que tem como objetivo a proteção, mas pode se tornar excessivo e debilitante de modo a interferir diretamente no cotidiano e levar a uma inatividade física.

Prevenção conta pontos

O Ministério da Saúde sugere medidas de prevenção para a casa da pessoa idosa, que devem ser providenciadas por seus cuidadores. Confira as principais dicas, apontadas também pelas fisioterapeutas, para se prevenir quedas:

  • Evite espalhar tapetes soltos pelos ambientes
  • Coloque tapete antiderrapante no box e instale barras de apoio no banheiro
  • Não caminhe em áreas com piso úmido nem encere a casa 
  • Escadas devem ser bem iluminadas e com corrimão dos dois lados
  • Não deixe móveis em áreas de circulação, tampouco objetos jogados pela casa 
  • Tenha uma luz de cabeceira, caso for preciso se levantar à noite 
  • Considere a necessidade de usar bengala, andador ou outro instrumento de apoio para caminhar

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