Cartografia social das ocupações urbanas de São Leopoldo inicia nesta sexta-feira (09)

Reunião ocorreu nesta terça-feira (06) para apresentar o projeto “A Cidade (In)Visível: cartografia social das ocupações urbanas de São Leopoldo” para a Secretaria-Geral de Governo

Na tarde desta terça-feira (06), o secretário-geral de Governo, Nelson Spolaor, recebeu representantes da Unisinos e do Movimento de Luta pela Moradia para formalizar o projeto “A Cidade (In)Visível: cartografia social das ocupações urbanas de São Leopoldo”. Estavam presentes nesta reunião, além dos já citados, representantes das secretarias de Habitação, Direitos Humanos, Segurança e Assistência Social.

O projeto consiste na cartografia social das ocupações urbanas através do cadastramento das famílias residentes e georreferenciamento das áreas, buscando-se uma maior aproximação com a realidade destas famílias nas mais diversas áreas, como educação, saúde e habitação. O cadastramento se dará através de um aplicativo de celular que possibilita a inserção dos dados, após a coleta, junto ao georreferenciamento da área, oportunizando uma análise mais precisa da realidade. O cadastramento das famílias terá início nesta sexta-feira (09), junto da Ocupação Renascer, no bairro Vicentina. Posteriormente, o projeto será aplicado na Ocupação Steigleder e seguirá, após avaliação, ocorrendo nas demais ocupações.

“O grupo (composto pelas secretarias da prefeitura, pela Unisinos e pelo Movimento de Luta pela Moradia) já vinha refletindo sobre a necessidade de fazer o cadastramento das famílias que vivem nas ocupações, junto com esse georreferenciamento do espaço e vincular as realidades das famílias com o espaço em que elas estão. Esse trabalho será realizado numa perspectiva intersetorial, trabalhando nesse cadastramento questões de saúde, assistência social, educação, habitação, segurança pública e de direitos humanos”, explica a chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Habitação (Semhab), Sabrina Backes.

A Semhab foi a primeira secretaria a ser procurada pela Unisinos, tendo em vista sua proximidade de atuação junto às áreas de ocupação da cidade. Após o ingresso desta secretaria no projeto, houve a avaliação e procura pelas demais, com o intuito de realizar esse trabalho em parceria com o máximo de secretarias possível.

“Precisamos olhar o cidadão de forma integral e não apenas pela ótica de uma secretaria. É preciso que haja essa integração, pois nosso desafio é enxergar o cidadão de uma forma transversal. Só assim torna-se possível otimizar e investir melhor os recursos públicos”, defende o secretário-geral de Governo, Nelson Spolaor.

[Texto e foto: Guilherme Santos, estagiário de jornalismo | Jornalista Responsável: José Luís Zasso. Mtb 17.341 | Scom/PMSL]

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