Hospital Municipal oferece tratamento especializado há mais de uma década na Linha de Cuidado em AVC

Em Novo Hamburgo, a instituição se mantém como referência há mais de dez anos para a rede de atenção em urgência e emergência

O AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro ficam obstruídos ou se rompem, de modo a causar lesão na área que sofreu a falha na irrigação sanguínea ou que acabou comprimida. “O AVC pode deixar comprometimentos motores, dependendo da localização e da extensão dessa interrupção”, explica a neurocirurgiã endovascular Daniela Carla Lunelli, que atua no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH).

“A nossa equipe está apta e a postos desde a triagem, a medicina diagnóstica, passando pela Enfermagem e pelo grupo multidisciplinar, já que a rapidez em conduzir o paciente aos procedimentos é decisiva”, explica. Por isso não se pode menosprezar os primeiros sinais e ficar em casa esperando passar o mal-estar. “Leve imediatamente o seu familiar, o seu amigo, o seu vizinho, para o pronto-atendimento mais próximo, não espere”, enfatiza a médica.

Junto com as doenças cardiovasculares, o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade adquirida em todo o mundo. Há diferentes tipos desse acometimento: o AVC isquêmico (causados pela obstrução de uma artéria), que é o mais comum; o AVC hemorrágico (provocado pelo rompimento de uma artéria) e o AVC transitório, que também pode ser denominado de Acidente Isquêmico Transitório (AIT).

Prevenção: mudanças de hábitos de vida e consciência sobre os riscos

A receita básica para proteger o cérebro leva em conta as refeições balanceadas e ricas em fibras e nutrientes, a atividade física regular, o sono reparador, o controle de peso e de estresse. Falta de exercícios, má alimentação, sobrepeso ou obesidade, tabagismo, pressão alta descontrolada, diabete descompensada, colesterol ruim (LDL) e triglicerídeos altos são alguns dos fatores que potencializam os riscos.

Conforme a médica Daniela, a medicação endovenosa – no caso, um trombolítico que serve para dissolver coágulos que causam os derrames, –, deve ser aplicada, de preferência, em até 3 horas do início dos sintomas, conforme estabelecido no protocolo de atendimento especializado de urgência e emergência. “O uso da medicação dentro desse tempo, inclusive, pode reverter o AVC”, observa. “Nós temos muitos recursos para oferecer dentro dessas três horas, às vezes até quatro horas e meia, mas as três horas iniciais são preciosas.”

Com esta Reportagem, a Comunicação da FSNH assinala a informação de que se trata de uma emergência médica. Ao mesmo tempo, a nossa equipe pretende contribuir para melhorar o conhecimento da população sobre os fatores de risco, sinais e sintomas e a necessidade do rápido início das medidas terapêuticas aos menores sinais de um possível AVC.

Como identificar se estou sofrendo um AVC?

A doutora Daniela explica que é possível procurar identificar um AVC a partir de três técnicas:

A primeira se dá pelo sorriso, o sinal mais imediato, que pode trazer a queda de um dos lados da face, a chamada “boca torta”.

A segunda é a dificuldade na fala, quando o paciente não consegue se comunicar ou a voz sai arrastada. Dá para pedir para a pessoa dizer uma frase padrão como “o rato roeu a roupa do rei de Roma”, por exemplo, para verificar se a linguagem sai clara.

A terceira é a perda de força em membro superior. Neste caso, a doutora Daniela indica que o paciente estenda os braços para frente. Se um braço pender para baixo ou não conseguir movimentá-lo, como se estivesse mais fraco, pode ser um indicativo de AVC.

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