TRENSURB MODERNIZA PROTEÇÃO DA REDE DE ENERGIA DOS TRENS

Concluídos no último mês, serviços executados pela Siemens Mobility custaram R$ 3,47 milhões, contemplando atualização tecnológica de componentes e implantação de sistema de proteção complementar.

Painéis de proteção na Cabine de Seccionamento e Paralelismo Novo Hamburgo, onde estão os disjuntores e os novos relés de proteção
Em junho, foram concluídos os serviços de modernização dos dispositivos de proteção e controle da rede de abastecimento de energia de tração dos trens da Trensurb. A empresa contratada responsável pela execução foi a Siemens Mobility e o valor total do contrato, firmado em 2018, foi de R$ 3,47 milhões. O projeto contou com a atualização tecnológica e padronização de componentes, além da implantação de um sistema de proteção integrado intertripping na totalidade da rede de energia de tração.

“A modernização dos relés de proteção dos alimentadores de via, instalados nas subestações de tração e cabines de seccionamento e paralelismo, proporcionam uma redução do impacto operacional quando ocorrem avarias nos motores de tração dos trens e na rede aérea de energia”, afirma o diretor de Operações da Trensurb, Luis Eduardo Fidell. Com a modernização, conforme explica Fidell, “a avaria é identificada e apenas o trecho danificado é isolado do sistema, possibilitando opções de manobras para o Centro de Controle Operacional em caso de estratégias para manter a circulação de trens”.

Engenheiro eletricista do Setor de Projetos e Obras Civis da Trensurb, Miguel Custódio esclarece que o relé de proteção “é um equipamento que monitora continuamente a corrente elétrica que circula na rede aérea”, formada pelas catenárias que distribuem energia para o funcionamento dos trens. “Quando ocorre uma falha, a corrente elétrica se eleva de maneira anormal e o relé comanda a abertura do disjuntor correspondente – o que se chama de trip”, diz Custódio. Isso interrompe a corrente elétrica, limitando danos a equipamentos e garantindo a segurança.

Antes da conclusão do projeto, o sistema de energia elétrica de tração da Trensurb contava com cinco modelos diferentes de relés de proteção nas subestações de energia e cabines de seccionamento e paralelismo. Agora, todas as instalações elétricas contam com relés digitais Siemens de dois modelos, um deles lançado durante a execução dos serviços – fazendo com que a Trensurb se tornasse uma das primeiras operadoras ferroviárias do mundo a contar com o novo modelo. Segundo Custódio, como ambos são do mesmo fabricante, “possuem diversas semelhanças entre si, o que simplifica a operação e manutenção”. Além disso, sendo relés digitais modernos, “permitem identificar falhas mais cedo e interromper a corrente em menos tempo, o que resulta em mais segurança e em menos desgaste nos equipamentos”. Outra vantagem do novo modelo de relé, conforme o engenheiro, é o acesso remoto que possibilita “observar a situação atual, acessar os eventos e falhas registrados, algo que antes exigia o deslocamento da equipe até o local de instalação”.

Além da substituição de relés de proteção, os serviços de modernização incluíram a instalação, em toda a rede de energia de tração, de um sistema de proteção complementar conhecido como intertripping. “Cada trecho da rede aérea recebe energia através de um disjuntor ao norte e outro ao sul”, explica Custódio. Conforme o engenheiro, o sistema intertripping consiste em “um conjunto de dispositivos que fazem a comunicação de falhas entre os relés de subestações e cabines vizinhas de maneira muito rápida. Com esse sistema, um relé envia o sinal de trip para abrir o respectivo disjuntor e também o que está na cabine ou subestação vizinha na outra extremidade do trecho de rede aérea. Isso garante que o primeiro relé a identificar a falha já comanda a interrupção da corrente pelos dois lados”. Dessa forma, o sistema isola o trecho onde houver uma eventual falha, interrompendo o fornecimento de energia para o local. Anteriormente, o intertripping estava implantado somente no trecho mais crítico da rede de energia, entre a Subestação São Luís e a cabine São Leopoldo.

Foto: Divulgação/Trensurb

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