Cirurgia Bariátrica e Metabólica: uma aliada no controle de comorbidades

Mitos sobre a cirurgia bariátrica e desinformação podem prejudicar acesso ao tratamento

Conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 2020, entre 2003 e 2019 a proporção de obesos na população brasileira com 20 anos ou mais de idade ultrapassou o dobro, passando de 12,2% para 26,8%. Considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde, os problemas relacionados à obesidade vão muito além da questão estética. Trata-se de uma consequência, na maioria dos casos, para a evolução e/ou desenvolvimento de outras doenças como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, entre outras. No processo de tratamento, a Cirurgia Bariátrica e Metabólica tem sido uma aliada, tanto para a perda de peso, quanto para a remissão das doenças associadas. 

Alguns mitos, porém, têm dificultado o acesso da população a esse tipo de tratamento, que se mostra, em muitas situações, mais eficaz no controle das doenças relacionadas à obesidade do que as práticas convencionais. O médico e cirurgião especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Hospital Regina, Dr. Carlos Dillenburg, reforça que nem todo o caso de obesidade possui indicação para a cirurgia e a necessidade deve ser discutida em conjunto com o paciente e seus familiares, observando fatores como o tempo da condição e a tentativa de outros métodos. “A intervenção cirúrgica é o último passo. Mas é preciso desfazer o mito de que a cirurgia é extremamente invasiva e com alta taxa de mortalidade. Existem riscos, sim, como qualquer procedimento, mas atualmente, a bariátrica é realizada através de videocirurgia, com a realização de pequenas incisões que proporcionam ao paciente um retorno à vida normal entre sete a quinze dias”, esclarece. 

O tratamento com bariátrica é clínico-cirúrgico, ou seja, com avaliação e acompanhamento antes e após o procedimento. Para que não ocorra o retorno do peso, é indispensável o acompanhamento contínuo e vitalício com equipe interdisciplinar e dedicação do paciente em conjunto com seu círculo de convívio. “Não existe uma cura milagrosa para a obesidade, a cirurgia é um tratamento com o objetivo de trazer maior qualidade de vida e longevidade ao paciente obeso, além de auxiliar efetivamente no controle de outras doenças perigosas já existentes ou mesmo de preveni-las. O processo não deve ser encarado apenas como emagrecimento, pois ser magro não significa ter saúde. A avaliação é sempre individual e personalizada”, reforça. 

Consequências da obesidade

A obesidade é o resultado de diversas interações no organismo, como a genética, ambiente individual e familiar, socioeconômico, cultural, educativo e emocional. O excesso de gordura corporal é fator de risco para uma série de doenças, que vão desde hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, respiratórias e até prejuízos nos membros inferiores e na coluna. É no processo de remissão, ou seja, a diminuição da ação destas doenças associadas no corpo, que o tratamento através da cirurgia bariátrica e metabólica ganha destaque. 

Diversas pesquisas apontam que após um curto período da realização do procedimento, já se observa além da melhora da mobilidade, do fôlego, do sono, da auto estima e bem estar, uma resolução significativa das doenças associadas (comorbidades). Entre os números mais significativos, está a remissão em 70% da hipertensão arterial sistêmica (HAS), em cerca de 75% da diabetes tipo 2 em até dois anos, em mais de 60% da síndrome da apneia do sono, entre outros diversos benefícios.

Excelência em cirurgia bariátrica e metabólica

O Hospital Regina é referência na região como um Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, certificado desde 2012 pela Surgical Review Corporation (SRC), renomada entidade internacional dedicada a medir a qualidade em saúde no mundo inteiro. Entre os requisitos avaliados estão a equipe técnica e a estrutura física adequadas para o atendimento do paciente, além da busca para desenvolver e manter diretrizes clínicas que contribuem para a padronização dos cuidados ao paciente submetido à cirurgia bariátrica e seus cuidados de enfermagem e clínicos.

“Temos orgulho de ter nossa dedicação reconhecida oficialmente a cada renovação da certificação. Nossas equipes multi e interdisciplinares do Hospital Regina e SAO (Serviço de Atendimento ao paciente Obeso e metabólico), das quais faço parte, se dedicam permanentemente para serem uma ferramenta de esperança para as pessoas alcançarem seus objetivos”, orgulha-se o Dr. Carlos Dillenburg.–
Foto: A indicação do procedimento, realizado através de videocirurgia, observa fatores como o tempo da condição e a tentativa de outros métodos de emagrecimento.


Jéssica SantosAssessoria de ComunicaçãoHospital Regina

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